PILATOS AC
Peter
Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]
Peter
Peter
Na noite de Natal ardeu o quadro da Senhora do Leite
que se encontrava na sacristia da Igreja do Convento do
Buçaco. Ao que parece, chovia no local como na rua
e ninguém se lembrou da existência dum quadro da autoria
de Josefa de Òbidos, datado e assinado pela autora.
Na origem do desastre um curto circuito, mas nos dias de
hoje não há por toda a Europa quadros desta valia sem proteção
contra curto circuitos e incêndios , em muitos países obrigatório
por legislação adequada.
Nu Buçaco, Fundação e Câmara da Mealhada que lhe dá apoio,
não sabem do assunto e encolhem os ombros perante a perda
irremediavel do património. Não há responsaveis pela destruiçao
dos bens públicos, uma curiosa maneira de estar na gestão
do património comum.
Abaixo fica a memória da obra, cujo valor de mercado andaria
pelos oitenta , cem mil euros na pior das hipoteses.
O quadro seiscentista que ardeu no Convento do Bussaco
QUEM FOI JOSEFA DE ÓBIDOS
(1630 – 1684)
Nascida em Sevilha em 1630, veio para Portugal, país de onde era natural
seu pai, o pintor Baltazar Gomes Figueira, tendo sido
conduzida para o noviciado em Coimbra onde executa a sua primeira obra
de arte conhecida – a representação de Santa Catarina(1646).
Não se adaptando à realidade do convento, Josefa instala-se em Óbidos
e inicia uma intensa actividade na área da pintura, primeiro colaborando
com seu pai e, depois, autonomamente, granjeando bastante fama nacional
e internacional.
Sendo uma rara excepção à regra, quebrou muitos dos cânones de uma
sociedade predominantemente masculina, estabelecendo-se profissionalmente
como pintora. Não sendo a única mulher praticando esta actividade, Josefa foi,
contudo, um expoente, já que, de facto, a sua atitude perante a pintura não
era a de uma mera curiosa ou artífice, mas sim de uma verdadeira artista,
com capacidades criativas, um apurado sentido estético e um forte
domínio técnico.
O estudo da luz e dos contrastes que compõem a corrente proto-barroca
de matriz peninsular, intimamente relacionada com a pintura sevilhana e
madrilena, são marcas importantes no percurso e na definição artística de
Josefa d’Óbidos, colhendo ensinamentos na observação de obras de grande
vulto, ou directamente com os mestres, alguns deles ligados à sua própria família.
Zurbarán, Francisco de Herrera, Valdez Leal, André Reinoso e o próprio pai,
Baltazar Gomes Figueira, para além de mais remotamente Caravaggio,
são nomes que se associam à sua aprendizagem artística. Contudo, se Josefa
não supera alguns dos nomes mais importantes da pintura seiscentista peninsular,
acrescenta-lhe seguramente uma nova tónica, onde o misticismo doloroso,
algo violento e majestático dá lugar ao misticismo terno, tão bem representados
nos Meninos Salvadores do Mundo, com as suas vestes translúcidas, rendadas
e decoradas de pequenas jóias e flores, conferindo-lhe um carácter singelo;
mas que também pode ser intimista no caso das telas que representam o
Senhor da Cana Verde ou a Toalha de Verónica (na Misericórdia de Peniche).
Esta ingenuidade aparente, que transforma as figuras sagradas em elementos
algo irreais é, no entanto, contrariada em obras de grande qualidade técnica,
surgindo naturezas-mortas e retratos de grande fidelidade. Note-se uma das
maiores obras-primas da pintura portuguesa de Seiscentos, o Retrato do
Beneficiado Faustino das Neves, actualmente patente no Museu Municipal.
Morreu em Óbidos, em 1684, com uma vasta obra produzida e espalhada pelo
país e estrangeiro. Muitas das suas obras desapareceram com o tempo, com a
mudança dos gostos artísticos e com o terramoto de 1755. Hoje a sua obra
encontra-se dispersa em organismos do Estado (museus, embaixadas, etc.),
em fundações, igrejas e em casas particulares.
O seu legado artístico tem vindo a merecer uma crescente atenção por parte
dos historiadores de arte e museólogos, registada nas exposições da Academia
Nacional de Belas-Artes (1942), no Museu de Arte Antiga de Lisboa (1949),
em Óbidos, na Igreja de São Tiago (1959), na Galeria Ogiva (1971) e no Solar
de Santa Maria (1984), na Galeria de Pintura do Rei D. Luís no Palácio da Ajuda (1992)
e, mais recentemente, no National Museum of Womem in Arts de Washington e
em Londres, no Instituto Italiano (1997), onde esteve patente, também,
a presente obra.
(texto retirado no Catálogo do Museu Municipal de Óbidos)
Peter
Nem os arbustos aparados de forma a ver-se até
ao hotel nem pinheiros doentes com o nematodo
retirados do perimetro da Mata. Quem Diz que a
Mata do Buçaco está bem, nunca a conheceu...
Continuam sim a assassinar o passado e a
comprometer o presente.
A irresponsabilidade é total! VANDALISMO!!!!
Peter
Mecos tradicionais sobre regatos do piso
Mecos na Fonte Fria,uma eventual noticia de jornal
Uma das primeiras grandes obras, senão mesmo a primeira, da
fundação buçaquina foi a colocação destes elegantes mecos na Fonte
Fria impedindo a paragem e estacionamento de viaturas ligeiras.
Deve registar-se que desde o tempo das invasões francesas
tal proibição não acontecia . Carroças e burriqueiros sempre
estacionaram á vontade para dar descanso aos burros.
Parece que a protecção da fauna hoje o exige tal como a defesa
da floresta reliquia, os pilriteiros da Cruz Alta, um habitat natural,
que constitue uma verdadeira descoberta de polvora seca feita pela
diligente fundação. E está por descobrir ainda a gilbardeira!
O único problema é chegar àquele lugar para visitar a especie rara ,
porque a estrada que leva ao cume da serra está praticamente
impraticavel com a renda de bilros lavrada nos restos do alcatrão.
Apurou-se ainda que a mesma estrada foi devidamente pavimentada
até á Porta de Sula aquando da visita relâmpago de Sua Exª o Presidente
da Republica, ao Obelisco evocativo da Batalha nos seus 200 anos
de idade. Como para cima Sua Excelência não seguiu , o alcatrão também
não. Ficou por ali, para o Zé, mesmo turista, qualquer alpercata serve.
Entretanto os lugares de estacionamento desocupados na Fonte Fria
pelos elegantes mecos servem agora para protecção do ambiente
acumulando lamas, lixo e regos de água da chuva que lhe vão
desventrando o miolo do solo.
Enternecedora bordadura de vereda ambiental
Porém miolo é o que em mais abundância existe no Buçaco,
de modo que enquadrando a medida do parqueamento na da limpeza,
verifica-se que o lugar foi nesta matéria abandonado , tanto quanto
pudemos verificar desde o lago de vale dos Fetos à Curva da
Ribeira.
Junta-se á primeira foto dos elegantes mecos, a da esmerada
limpeza biológica de toda a zona. Quem duvidar, pode usar as pernas
e ir ver! Por mim, já lhe usei !!!
Um banco tradicional de origem carmelita faz parte integrante do
excelente mobiliário da zona , onde se pode ainda destacar
exemplar WC de último modelo.
Quem tem a ousadia de dizer mal da excelência????
Peter
Esta foto é da Fonte de Stº Elias, no Buçaco.
Sêca , numa serra de tanta água !
- Porque secas Stº Elias ?? É a pergunta que se põe.
-Porque não limpam a mina. A resposta que se impoe.
-Sabem onde é?
-Talvez não, as afundações só sabem sacar e estragar.
-Há quem saiba ????
-Hà!
-Porque não a limpam então?
-Porque são burros e não perguntam a quem sabe!
-E ganham para isso?
-E não é pouco...
-Quem paga?
-Nós todos.
E os burros são eles ou nós?
... ... ... ...
Peter
Perante a incuria da Afundação o primeiro cedro do
Buçaco, plantado em 1644 encontra-se em perigo de
ruir sobre a proteção que o mantém de pé.
O cabo de aço que sustenta há anos esta rara espécie
do património buçaquino, foi cortado junto ao cepo
de cimento onde estava seguro e a Afundação
socrático-socialista nada faz para o salvar ,pois
encontra-se neste estado há bastante tempo.
Pela fotografia pode ver-se o cabo solto pendurado
e fora de serviço.
Viveremos no caos total e sem Ministério tutelar e
responsavel?
Para lá do show off propagandistico, a Fundação
nada faz, só arruina o Parque Nacional.
Mata Nacional, abrir:
http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/bussaco_circuitos_
pedestres.htm
Peter
Porta das Lapas, casa ( para alugar?)
No relatório da avaliação feita pelo Estado ás
Fundações a Afundação familiar-socrática Mata
do Buçaco ficou-se por uns vergonhosos 44%.
Um chumbo claro, que atesta que aquilo que
se vem aqui denunciando tem razão de ser.
Apesar de toda a demagógica propaganda dos
pseudo administradores da coisa publica ,
mais alguns a contribuir sem vergonha para
o estado a que o país chegou e os portugueses
sofrem ( lembremos que auferem milhares dos
nossos impostos para destruir a Mata Nacional
e veja-se a estrada da Cruz Alta a exemplo) a
Mata está bem pior do que quando estava nas
mãos do Ministério da Agricultura e os
visitantes são muito menos do que os que
anteriormente nos visitavam.
Contabilizado em termos de receitas turisticas
uma catastrofe.É evidente que desmandos
destes , cedo ou tarde, terão que acabar.
Peter
TÁXODIO
( tadoxium districhum)
Àrvore da família das taxodiáceas conhecida
também porCipreste Calvo,Cipreste dos Pântanos,
Cipreste de Folha Caduca ou Cipreste de Montezuma.
É uma espécie oiginária dos Estados Unidos , dos
Everglades da Florida e outras zonas húmidas.
Conifera alta, pode atingir 50 metros de altura
e 4 metros de diâmetro.
Em Portugal é uma espécie rara. Há uma na serra
de Sintra,outra no Pinhal de Leiria,outra no
Vale dos Fetos, no Buçaco*.Esta do Buçaco,
representada na fotografia já esteve condenada
à morte , três vezes inscrita no cadafalso da
Afundação Buçaco.
Salvou-se entretanto pela intervenção
casual duma biologa da Universidade de Aveiro.
Depois dos azevinhos, dos fetos arbóreos,
irá agora um valioso taxónio ?
Quantas outras espécies já terão ido abaixo?
Não há ninguém neste país que ponha mão nisto?
* Entre o Lago de Vale dos Fetos e a Porta das Lapas.
Peter
Três Fetos Arbórios secos e completamente mortos
em Vale dos Fetos, uma jóia do Buçaco.
No local, contamos dezoito nestas condições
e mais alguns a caminho dum fim rápido.
De resto, o conjunto está num abandono total.
Depois dos azevinhos, os fetos !!!!
Tanta irresponsabilidade é demais !!!!!
No Pinhal do Marquês cortaram as àrvores seculares
para venda de lenha e deram lugar á infestação de
acácias que se vê na imagem. Por toda esta encosta da
Mata a acácia reina impunemente!!!!
È mais um infestante na Mata!!!!
Na Fonte Fria, um novo modelo de banco de tampo
invisivel, banco tipo Afundação, enquanto do outro
lado mais um Feto arbório caminha para a morte.
O cisne, curioso, espreita o banco vazio.
Enquanto isto e outras barbaridades se
constatam, de forma mais subtil a Câmara da
Mealhada tem abertos quatro concursos para
técnicos superioresde Engenharia Florestal,
Engenharia civil,Arquitetura e Comunicação Social ,
acautelando desta forma a hipotese de
encerramento da Fundação com a colocação
da família politica nos quadrosda Câmara.
Peter
Ora aqui está uma prova mais que evidente
da utilidade da Fundação Buçaco.
Trata-se da Porta dos Degraus,
ou porta que dá para as Termas do Luso,
acesso priveligiado ao turista termal.
É para isto que pagamos ordenados
milionários aos nomeados socráticos ???
30 seguidores
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.