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BUSSACO

PROPRIA DOMUS OMNIUM OPTIMA

BUSSACO

PROPRIA DOMUS OMNIUM OPTIMA

13
Jan14

JOSEFA D' ÓBIDOS (1630-1684)


Peter

 

 Na noite de Natal ardeu o quadro da Senhora do Leite

que se encontrava na sacristia da Igreja do Convento do

Buçaco. Ao que parece, chovia no local como na rua

e ninguém se lembrou da existência dum quadro da autoria

de Josefa de Òbidos, datado e assinado pela autora.

Na origem do desastre um curto circuito, mas nos dias de

hoje não há por toda a Europa quadros desta valia sem proteção

contra curto circuitos e incêndios , em muitos países obrigatório

por legislação adequada.

Nu Buçaco, Fundação e Câmara da Mealhada que lhe dá apoio,

não sabem do assunto e encolhem os ombros perante a perda 

irremediavel do património. Não há responsaveis pela destruiçao

dos bens públicos, uma curiosa maneira de estar  na gestão

do património comum.

Abaixo fica a memória da obra, cujo valor de mercado andaria

pelos oitenta , cem mil euros na pior das hipoteses.

 

 

 O quadro seiscentista que ardeu no Convento do Bussaco

 

                 QUEM FOI JOSEFA DE ÓBIDOS 

 

                            (1630 – 1684)

 

Nascida em Sevilha em 1630, veio para Portugal, país de onde era natural

seu pai, o pintor Baltazar Gomes Figueira, tendo sido

conduzida para o noviciado em Coimbra onde executa a sua primeira obra

de arte conhecida – a representação de Santa Catarina(1646).

Não se adaptando à realidade do convento, Josefa instala-se em Óbidos

e inicia uma intensa actividade na área da pintura, primeiro colaborando

com seu pai e, depois, autonomamente, granjeando bastante fama nacional

e internacional.

Sendo uma rara excepção à regra, quebrou muitos dos cânones de uma

sociedade predominantemente masculina, estabelecendo-se profissionalmente

como pintora. Não sendo a única mulher praticando esta actividade, Josefa foi,

contudo, um expoente, já que, de facto, a sua atitude perante a pintura não

era a de uma mera curiosa ou artífice, mas sim de uma verdadeira artista,

com capacidades criativas, um apurado sentido estético e um forte

domínio técnico.

O estudo da luz e dos contrastes que compõem a corrente proto-barroca

de matriz peninsular, intimamente relacionada com a pintura sevilhana e

madrilena, são marcas importantes no percurso e na definição artística de

Josefa d’Óbidos, colhendo ensinamentos na observação de obras de grande

vulto, ou directamente com os mestres, alguns deles ligados à sua própria família.

Zurbarán, Francisco de Herrera, Valdez Leal, André Reinoso e o próprio pai,

Baltazar Gomes Figueira, para além de mais remotamente Caravaggio,

são nomes que se associam à sua aprendizagem artística. Contudo, se Josefa

não supera alguns dos nomes mais importantes da pintura seiscentista peninsular,

acrescenta-lhe seguramente uma nova tónica, onde o misticismo doloroso,

algo violento e majestático dá lugar ao misticismo terno, tão bem representados

nos Meninos Salvadores do Mundo, com as suas vestes translúcidas, rendadas

e decoradas de pequenas jóias e flores, conferindo-lhe um carácter singelo;

mas que também pode ser intimista no caso das telas que representam o 

Senhor da Cana Verde ou a Toalha de Verónica (na Misericórdia de Peniche).

Esta ingenuidade aparente, que transforma as figuras sagradas em elementos

algo irreais é, no entanto, contrariada em obras de grande qualidade técnica,

surgindo naturezas-mortas e retratos de grande fidelidade. Note-se uma das

maiores obras-primas da pintura portuguesa de Seiscentos, o Retrato do

Beneficiado Faustino das Neves, actualmente patente no Museu Municipal.

Morreu em Óbidos, em 1684, com uma vasta obra produzida e espalhada pelo

país e estrangeiro. Muitas das suas obras desapareceram com o tempo, com a

mudança dos gostos artísticos e com o terramoto de 1755. Hoje a sua obra

encontra-se dispersa em organismos do Estado (museus, embaixadas, etc.),

em fundações, igrejas e em casas particulares.

O seu legado artístico tem vindo a merecer uma crescente atenção por parte

dos historiadores de arte e museólogos, registada nas exposições da Academia

Nacional de Belas-Artes (1942), no Museu de Arte Antiga de Lisboa (1949),

em Óbidos, na Igreja de São Tiago (1959), na Galeria Ogiva (1971) e no Solar

de Santa Maria (1984), na Galeria de Pintura do Rei D. Luís no Palácio da Ajuda (1992)

e, mais recentemente, no National Museum of Womem in Arts de Washington e

em Londres, no Instituto Italiano (1997), onde esteve patente, também,

a presente obra. 

(texto retirado no Catálogo do Museu Municipal de Óbidos)

  

07
Dez12

NEMATODO


Peter

 

Nem os arbustos aparados de forma a ver-se  até

ao hotel nem pinheiros  doentes com o nematodo

retirados do perimetro da Mata. Quem Diz que a

Mata do Buçaco está bem, nunca a conheceu...

Continuam  sim a assassinar o passado e  a 

comprometer o presente.

A irresponsabilidade é total! VANDALISMO!!!!

02
Dez12

MECOS AMBIENTAIS


Peter

 Mecos tradicionais sobre regatos do piso


Mecos na Fonte Fria,uma eventual noticia de jornal

 

Uma das primeiras grandes obras, senão mesmo a primeira, da

fundação buçaquina foi a colocação destes elegantes mecos na Fonte

Fria impedindo  a paragem e estacionamento de viaturas ligeiras.

Deve registar-se que desde o tempo das invasões francesas 

tal proibição não acontecia . Carroças e burriqueiros sempre

estacionaram á vontade para dar descanso aos burros.

Parece que a protecção da fauna hoje o exige tal como a defesa

da floresta reliquia, os pilriteiros da Cruz Alta, um habitat natural,

que constitue uma verdadeira descoberta de polvora seca feita pela

diligente fundação. E está por descobrir ainda a gilbardeira!

O único problema é chegar àquele lugar  para visitar a especie rara , 

porque a estrada que  leva ao cume da serra está praticamente

impraticavel com a renda de bilros lavrada nos restos do alcatrão.

Apurou-se ainda que a  mesma estrada foi devidamente pavimentada

até á Porta de Sula aquando da visita relâmpago de Sua Exª o Presidente

da Republica, ao Obelisco evocativo da Batalha nos seus 200 anos

de idade. Como para cima Sua Excelência não seguiu , o alcatrão também

não. Ficou por ali, para o Zé, mesmo turista, qualquer alpercata serve.

Entretanto os lugares de estacionamento desocupados na Fonte Fria

pelos elegantes mecos servem agora para protecção do ambiente

acumulando lamas, lixo e regos de água da chuva que lhe vão

desventrando o miolo do solo.


Enternecedora bordadura de vereda ambiental


Porém miolo é o que em mais abundância existe no Buçaco,

de modo que enquadrando a medida do parqueamento na da limpeza,

verifica-se que o lugar foi nesta matéria abandonado , tanto quanto

pudemos verificar desde o lago de vale dos Fetos à Curva da

Ribeira.

Junta-se á primeira foto dos elegantes mecos, a da esmerada

limpeza biológica de toda a zona. Quem duvidar, pode usar as pernas

e ir ver! Por mim, já lhe usei !!!

 


Um banco tradicional de origem carmelita faz parte integrante do

excelente mobiliário da zona , onde se pode ainda destacar

exemplar WC de último modelo.

Quem tem a ousadia de dizer  mal da excelência????

12
Nov12

PORQUE SECA Stº ELIAS ?


Peter

 

Esta foto é da Fonte de Stº Elias, no Buçaco.

Sêca , numa serra de tanta água !

- Porque secas Stº Elias ?? É a pergunta que se põe.

-Porque não limpam a mina. A resposta que se impoe.

-Sabem onde é?

-Talvez não, as afundações só sabem sacar  e estragar.

-Há quem saiba ????

-Hà!

-Porque não a limpam então?

-Porque são burros e não perguntam a quem sabe!

-E ganham para isso?

-E não é pouco...

-Quem paga?

-Nós todos.

E os burros são eles ou nós?

...   ...   ...   ...


08
Nov12

CEDRO de 1644 EM PERIGO


Peter

 

Perante a incuria da Afundação  o  primeiro cedro do

Buçaco, plantado em 1644 encontra-se em perigo de

ruir sobre a proteção que o mantém de pé.

O cabo de aço que sustenta há anos esta rara espécie

do património buçaquino, foi cortado junto ao cepo

de cimento onde estava seguro  e  a Afundação

socrático-socialista nada faz para o salvar ,pois

encontra-se neste estado há bastante tempo.

Pela fotografia pode ver-se o cabo solto pendurado

e fora de serviço.

Viveremos no caos  total e sem Ministério tutelar e

responsavel?

Para lá do show off propagandistico, a Fundação

nada faz, só arruina o Parque Nacional. 


Mata Nacional, abrir:

http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/bussaco_circuitos_

pedestres.htm


18
Out12

AFUNDAÇÃO BUÇACO A 44%


Peter


Porta das Lapas, casa ( para alugar?)

No relatório da avaliação feita pelo Estado ás

Fundações a Afundação familiar-socrática Mata

do Buçaco ficou-se por uns vergonhosos 44%.

Um chumbo claro, que atesta que aquilo que

se vem aqui denunciando tem razão de ser.

Apesar de toda a demagógica propaganda dos

pseudo administradores da coisa publica ,

mais alguns a contribuir  sem vergonha para

o estado a que o país chegou e os portugueses

sofrem ( lembremos que auferem milhares dos

nossos impostos para destruir a Mata Nacional

e veja-se a estrada da Cruz Alta a exemplo) a

Mata está bem pior do que quando estava nas

mãos do Ministério da Agricultura e os

visitantes são muito menos do que os que

anteriormente nos visitavam.

Contabilizado em termos de receitas turisticas

uma catastrofe.É evidente que desmandos

destes , cedo ou tarde, terão que acabar.

19
Nov11

TAXÓNIO,HABEAS CORPUS


Peter

  

 

        TÁXODIO

( tadoxium districhum)


Àrvore da família das taxodiáceas conhecida

também porCipreste Calvo,Cipreste dos Pântanos,

Cipreste de Folha Caduca ou Cipreste de Montezuma.

É uma espécie oiginária dos Estados Unidos , dos  

Everglades da Florida e outras zonas húmidas.

Conifera alta, pode atingir 50 metros de altura

e  4 metros de diâmetro.

Em Portugal é uma espécie rara. Há uma na serra

de Sintra,outra no Pinhal de Leiria,outra no

Vale dos Fetos, no Buçaco*.Esta do Buçaco,

representada na fotografia já esteve condenada

à morte , três vezes inscrita no cadafalso da

Afundação Buçaco.

Salvou-se entretanto pela intervenção

casual duma biologa da Universidade de Aveiro.

Depois dos azevinhos, dos fetos arbóreos,

irá agora um valioso taxónio ?

Quantas outras espécies já terão ido abaixo?

Não há ninguém neste país que ponha mão nisto?

* Entre o Lago de Vale dos Fetos e a Porta das Lapas.

07
Nov11

O FIM DO VALE DOS FETOS


Peter

 

Três Fetos Arbórios secos e completamente mortos

em Vale dos Fetos, uma jóia do Buçaco.

No local, contamos dezoito nestas condições

e mais alguns a caminho dum fim rápido.

De resto, o conjunto está  num abandono total.

Depois dos azevinhos, os fetos !!!!

Tanta irresponsabilidade é demais !!!!!

 

No Pinhal do Marquês cortaram as àrvores seculares

para venda de lenha e deram lugar á infestação de

acácias que se vê na imagem. Por toda esta encosta da

Mata a acácia reina impunemente!!!!

È mais um infestante na Mata!!!!

Na Fonte Fria, um novo modelo de banco de tampo

invisivel, banco tipo Afundação, enquanto do outro

lado  mais um Feto arbório caminha para a morte.

O cisne, curioso, espreita o banco vazio.

                                                                                         

Enquanto isto  e outras barbaridades se

constatam, de forma mais subtil a Câmara da

 Mealhada tem abertos quatro concursos para

técnicos superioresde Engenharia Florestal,

Engenharia civil,Arquitetura e Comunicação Social ,

acautelando  desta forma a hipotese de

encerramento da Fundação com a colocação

da família politica nos quadrosda Câmara.

 

17
Set11

AFUNDAÇÂO DO BUÇACO


Peter

 

Ora aqui está uma prova mais que evidente

da utilidade da Fundação Buçaco.

Trata-se da Porta dos Degraus,

ou porta que dá para as Termas do Luso,

acesso priveligiado  ao turista termal.

É para isto que pagamos ordenados

milionários aos nomeados socráticos ???

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